Benefícios da fruta

Romã

A romãzeira é um arbusto nativo do sudoeste asiático e cultivado um pouco por todo o mundo. Origina flores vermelhas que resultam em frutos com coloração externa castanho-alaranjada e cujo interior é constituído por inúmero bagos de pequena dimensão, polpa vermelha e sabor adocicado, dentro dos quais se albergam as sementes. Estes bagos podem ser consumidos inteiros ou sob a forma de sumo, isoladamente ou adicionados a várias receitas culinárias, nomeadamente o célebre licor de Grenadinas, que consiste num xarope não alcoólico, obtido a partir do sumo de romã misturado com açúcar e vulgarmente utilizado na preparação de bebidas e alguns doces.

Comum a todas as crenças e rituais é o simbolismo de fertilidade, prosperidade e riqueza associado à romã, fruto que conhece ainda e desde sempre aplicações no campo da fitoterapia.

Actualmente, em alguns países católicos do ocidente, é tradição comer romã no dia de reis. Em algumas casas, as sementes são guardadas no porta-moedas pelo período de um ano para que não haja falta de dinheiro.

A romã foi utilizada como “antibiótico natural” no tratamento de amigdalites, faringites e outras afecções da cavidade orofaríngea. As infusões obtidas a partir da casca eram empregues para tratamento de diarreias; as das raízes e troncos como vermífugas (eliminação de vermes intestinais, como a ténia) e as das sementes no tratamento de afecções oculares como a conjuntivite. Das suas sementes é também obtido um óleo com propriedades antibióticas e anti-inflamatórias, considerado como tónico para o sistema neuro muscular.

Recentemente, vários estudos clínicos permitiram concluir que o consumo de sumo e extractos obtidos da polpa e casca de romã permitem reduzir o risco de desenvolvimento de doença coronária, uma vez que a acção dos seus constituintes impede a oxidação das moléculas de LDL e previne o desenvolvimento de aterosclerose.

As últimas pesquisas sugerem ainda a sua eficácia no combate à hiperplasia benigna e ao cancro da próstata e na redução do risco de desenvolvimento de osteoartrite.

As sementes de romã, contidas no interior dos pequenos bagos vermelhos, apresentam propriedades fitoestrogénicas úteis na regulação de algumas alterações hormonais e no alívio dos sintomas associados à menopausa.

Devido às propriedades anti-microbianas do sumo, o seu extracto tem vindo a ser utilizado por alguns ginecologistas no tratamento de casos de leucorreia e até mesmo no combate ao vírus do herpes genital.A romã é um fruto extremamente rico, porém com reduzido valor calórico. É rica em vitaminas A e E, potássio, ácido fólico e polifenóis, de entre os quais se destacam: punicalaginas, principais responsáveis pelas propriedades antioxidantes do sumo, intervenientes na redução de processos inflamatórios (responsáveis pelo envelhecimento celular, aparecimento de doença coronária e de alguns tipos de cancro).

É ainda de destacar o seu elevado conteúdo em vitamina C, sendo que cada romã fornece aproximadamente 40% da dose diária recomendada deste nutriente tão essencial quanto benéfico. Também o seu elevado teor em ácido fólico é importante para a saúde cardiovascular, já que este nutriente é essencial para a manutenção de níveis reduzidos de homocisteína, aminoácido que se julga associado ao desenvolvimento precoce de doença coronária.

Energia (kcal) Proteína (g/100gr) Lípidos(g/100gr) Hidratos de Carbono(g/100gr)
50 0,4 0,4 12